06 maio, 2013

AS VEZES PENSAR FAZ BEM




Mulambada,

Com o fim deste que ainda chamam de Campeonato Carioca, é necessário que façamos algumas reflexões, observações e consequentes deduções.

Estamos carecas de saber que a fórmula e possíveis variações utilizadas na realização do certame não são mais atrativas nem para bêbado em fim de festa. Nossos cartolas federativos conseguiram acabar, em não mais do que 10 anos, com o melhor torneio estadual do país. A incompetência é tanta que nem os mais fanáticos torcedores se deram ao trabalho de comparecer para assistir as peladas que foram oferecidas.

Erros crassos de árbitros mal preparados, física e tecnicamente contribuíram significativamente para o fracasso da competição.

A falta de estádios descentes, a perda dos dois maiores e a insegurança de suas adjacências foram primordiais no esvaziamento de cada evento.

O nível técnico foi tão baixo que mesmo merecendo o time vencedor não teve adversários a altura para fazer dessa conquista algo mais do que razoável.

Não, não estou fazendo pouco da conquista. Há tempos que digo que o pessoal da carrocinha tem a melhor administração do estado e uma das melhores do país. Mas por mais esforçados que sejam, eles não têm uma coisa muito importante, aquilo que faz de um time grande e vencedor de competições mais sérias do tipo brincadeira de gente grande.

Eles não têm torcida e os poucos que têm não comparecem nem nos estádios, nem em programas de aporte financeiro ou afins. Resultado, aparecem no cenário como meros coadjuvantes com resquícios de conquistas municipais de reles valor.

Daqueles que poderiam fazer frente os lá de LaranGayras estão ocupados em algo mais útil e interessante, injustamente diga-se de passagem. Não se pode esquecer da forma vergonhosa como abandonaram as divisões inferiores. Isso em um sistema sério deveria ser o suficiente para impedi-los de descer para o play sem antes pagarem essa absurda dívida com a sociedade. Não nos esqueçamos também de que só sobrevivem devido ao seu plano de saúde que cobre todas as despesas hospitalares sem as quais não seria possível adentrar aos gramados.

Os lá da Colina, filhos da península, há muito deixaram de ser capazes de fazer frente e com isso figurar no mínimo de forma respeitosa em qualquer competição. Fruto de administrações mais do que desastrosas não conseguem lastro financeiro, técnico ou outro qualquer que os faça ao menos se levantar a cada manhã e se olhar no espelho com uma ponta que seja de orgulho.

Resta então a nós, o Mais Querido e por isso o único capaz de sobreviver a anos de mas administrações cujo maiores legados são dívidas e mais dívidas provenientes de verdadeiros saques aos cofres da Instituição.

Mas mesmo com todo esse poder, não há quem sobreviva eternamente a essa corja impunemente, já era esperado e em fim chegou o dia em que o portentoso Urubu iria fraquejar diante de tanto extrativismo.

Entretanto, não só da força sobrevivem os grandes, a sorte torna-se poderosa aliada àqueles que pela História de Glórias fazem por merecer sua presença. E ela veio em forma e cor e os Azuis estão tentando e conseguindo com passos firmes iniciar uma reviravolta há muito almejada.

Sacrifícios estão sendo feitos, muitos incompreendidos e devido a isto nosso desempenho pífio nesta competição de pré-temporada, o esquecido Campeonato Carioca.

Fizemos um primeiro turno brilhante diante do que se apresentou como desafio, mas uma única derrota nos privou do final feliz.

Veio o segundo turno e sucumbimos aos menores, mas não aos médios e no computo final nos igualamos aos inferiores.

Ao final, tivemos duas suadas vitórias que aliadas às duas outras da Copa do Brasil nos fez vislumbrar melhor sorte no futuro sob os pés de uma garotada virtuosa, mas que ainda têm que mostrar eficazmente à que vieram.

Esquecemo-nos de que os parâmetros que nortearam esse vislumbre nada mais foram do que vitórias sobre adversários de pouca expressão que em priscas eras nada seriam além de os peles da turma.

Portanto meus caros Mulambos, devagar com o andor, pois a brincadeira acabou e está chegando a hora em que descer pro play não vai ser pra qualquer um.

Saudações.


02 maio, 2013

EM CASA NO NORDESTE



Mulambada,

Foram apenas dias que pareceram semanas, talvez meses.

A saudade era grande, mesmo não estando em nossos melhores dias futebolísticos. É muito difícil ficar tanto tempo sem ver o Manto Sagrado desfilar nos gramados do mundo.

Sabemos que é justamente devido a nossa falta de capacidade de jogar bola o mínimo suficiente para estarmos nas disputas em que somos frequentes é que houve esse hiato.

Entretanto, especulo que nossa queda técnica tenha a ver com uma solicitação feita pelos Azuis na troca dos técnicos. Algo do tipo:

Jorginho, queremos de você um trabalho visando o futuro, não se preocupe com esse Carioqueta chimfrim. Desses temos mais de 30 lá em nossa imensa sala de troféus.
O que queremos de você é que teste todos os jogadores que temos e prepare um relatório com o resultado de suas observações. Considere as seguintes premissas: técnica, vontade de vestir o Manto, comportamento, obediência tática, estado físico, capacidade em aceitar a reserva e lutar para dela sair, comprometimento, integração com os companheiros, respeito com a Instituição e superiores e visão no futuro.
Providencie, também, uma lista dos jogadores que gostaria de acrescentar ao nosso elenco. Ao finalizar, em aproximadamente 30 dias, nos reuniremos para as avaliações de praxe e definirmos nosso futuro.

Claro que é um belo chute, mas gostaria muito que isso fosse a nossa realidade. Teria tudo a ver com nossa atual situação de busca da identidade e respeito perdidos. Não ia me importar nem um pouquinho com a perda do Carioqueta.

Mas voltemos à realidade.

Essa semana recebemos algumas notícias. Se serão boas ou não só o tempo dirá. O que temos de certo é que precisamos nos tornar Sócios Torcedores e ter paciência, muita paciência.

Já se especula os primeiros nomes. Não vou citá-los nem mesmo falar sobre, pois os fatos ainda não se concretizaram. Pelo mesmo motivo também não tecerei comentários à notícia do novo Master. Entretanto, posso afirmar que isso tudo me agrada, pois mostra que o trabalho está sendo feito.

Aguardemos notícias concretas e quem quer que sejam, ao vestir o Manto temos de apoiar. Essa é a regra.

Ontem foi dia do trabalhador e o primeiro em que estamos sob as mãos da Adidas, mas não posso deixar de citar aquela que nos vestiu nos últimos anos. Nossa companheira de Hexa.

Olympikus obrigado!

O novo Manto será apresentado apenas no dia 23, sendo assim, até lá, ainda jogaremos com o da OLK. O que é um grande prazer.

Após todos esses dias, ontem voltamos aos gramados e fizemos mais um jogo do que poderá vir a ser mais um título da Copa do Brasil à enfeitar as prateleiras da Gávea; o terceiro.

Também fizemos outra volta.

Tal qual o filho pródigo, depois de muitos anos, regressamos à uma de nossas várias casas, o Nordeste, onde conquistamos a Copa dos Campeões em 2001.


Fomos à Paraíba, onde enfrentamos o brioso time da Campinense, o atual campeão da Copa do Nordeste. Um torneio mais significativo e rentável do que qualquer estadual sem vergonha que se joga por aí.

O estádio estava cheio a Nação compareceu em peso como sempre e fez seu papel de forma brilhante.

Foi um jogo bom, guardando-se as proporções, muito bom.

Levamos um susto no início (isso já está se tornando crônico) em uma enorme cagada do adversário, 1 x 0 para eles.

Demorei a me acostumar em nos ver jogando com o Manto branco.

Animaram-se com o tento e perderam o respeito pelo Mais Querido.

Foram poucos minutos para que mostrássemos nossa superioridade. Passamos a um domínio pleno com poucas intervenções de nosso goleiro, mas levamos alguns raros sustos.

Renato, Rafinha e Elias eram os destaques.

Os locais recuperaram o temor natural depois que Renato Canelada acertou uma falta na quina da trave com o travessão de Pantera, o goleiro deles.

Ainda assustado, aos 27 minutos, o felino bateu roupa em outra falta muito bem batida pelo Canelada. 1 x 1. Me lembrou Nelinho, do Cruzeiro e da seleção nos anos 70/80.

O time jogava bem, solidário, marcando a meia pressão, tocando a bola com desenvoltura e objetividade; anulando a correria do propenso adversário. O primeiro tempo acabou empatado.

Luiz Antônio entrou muito bem no lugar de Amaral. Ele que  vinha tendo participação discreta, porém efetiva teve de sair por não estar 100% em condições de jogo.

Luiz Antônio completou o trio de melhores em campo com Canelada e Rafinha que saiu com o placar consolidado, extenuado de tanto que correu.

Continuamos perdendo gols até que em nova falta, Canelada mostrou que está treinando o fundamento. Meteu uma pancada no vértice oposto ao da primeira falta, só que dessa vez a redonda foi amansar nas redes do acuado Pantera.

O lance lembrou a falta batida por Pet na decisão da Copa dos Campeões sobre os Bambis em um 5 x 3 inesquecível.

Leo Morto vem melhorando. Desta vez foi 200% mais efetivo do que vinha sendo em 2012. Ontem fez duas jogadas de linha de fundo (não fazia isso em 2012) que só não resultaram em gol por puro capricho. Isso prova que o problema dele ainda não é a idade e sim falta de profissionalismo nos treinos e jogos.

O pessoal com quem assisto aos jogos queria mais. Eu, achei melhor ficar no 2 x 1, pois dessa forma haveria o segundo jogo. O Flamengo precisa jogar para entrosar o time. Ficar só treinando não é suficiente.

Perdemos mais alguns gols, Elias fez duas jogadas excelentes mostrando que não estava satisfeito com o placar.

Os 10 escanteios a favor e nenhum contra ilustravam nosso domínio e aos 46 e poucos, em mais um, Gonzales, quase de peixinho cabeceia na trave deixando o placar em 2 x 1

Se o jogo de volta for no Maraca, como estão especulando, eu vou.

Saudações.


20 abril, 2013

O FUTURO PROMETE




Mulambada,

Hoje acordei cedo e enquanto tomava café li as notícias do esporte no jornal. Vi que iríamos jogar com nossos reservas e isso não me animou.

Confesso que preferia que nosso técnico repetisse o time das duas últimas vitórias, para aprimorar o conjunto, mas ele é quem manda sendo assim, só me restou colocar na memória a hora do jogo e que por ser 18:30 me fez pensar:

“Ok, não preciso me apressar, devo chegar cansado então, ver a molecada não vai ser um programa tão ruim.”

Lavei a louça, arrumei as coisas e parti para meu passeio de moto com alguns amigos.

Esqueci do jogo.

Fomos à Teresópolis passando por Itaipava e almoçamos no Tempero Com Arte. Um excelente contemporâneo onde rachei uma picanha fatiada com feijão, arroz, farofa e batatas fritas. Excelente!

Pegamos a estrada de volta e chegamos ao Rio às 17 e alguma coisa. Um rolê com @Boris Stafford, um banho e parti para o botequim.

Após ouvir a escalação confirmando os reservas, passei a não esperar muito e o papo com o pessoal desviava a atenção.

Mas foi por pouco tempo, Após tremenda bobeira levarmos o gol, aos 8 minutos e só então começamos a jogar bola.

A garotada não se abalou com o tento e muito bem distribuída em campo tocava a bola com desenvoltura.

Perdemos alguns gols, eles não fizeram muita coisa e o placar do 1º tempo, de forma injusta, não mudou.

Todos jogaram bem, com exceção de Adrian que não teve sorte no que tentou e Cleber Santana que jogava como sempre, ou seja, nada.

Voltamos mais espertos e com mais vontade. Nossa marcação estava avançada o que fazia com que o inimigo errasse alguns passes.

Sem desespero, dominamos as ações e novamente perdemos mais gols; muitos por puro azar. Mas continuamos tranquilos em nosso domínio técnico e territorial até que fizemos o primeiro. A garotada então mostrou que o futuro pode ser fantástico.

Pareciam veteranos trocando passes envolvendo o adversário em todos os cantos do gramado.

Não demorou muito fizemos o segundo e em seguida o derradeiro, fechando o placar.

Gostei muito do que vi. A molecada honrando o Manto, com tranquilidade e técnica apurada. Luiz Antônio muito bem.

Não houve um momento sequer que corremos risco. O time estava bem armado em campo e isso é muito gratificante ainda mais se considerarmos que eram reservas que há muito não jogavam juntos. Parece que Jorginho já está se sentindo em casa novamente e que têm respaldo dos jogadores.

Começamos o jogo com 9 crias da casa. Faz tempo que não vemos isso acontecer no Mais Querido.

Espero que tudo isso se repita em breve.

Saudações


17 abril, 2013

100 DIAS É POUCO




Mulambada,

Confesso que estou contagiado.

Não vou falar do jogo que ainda vai começar. Só posso dizer que estou otimista. Não por causa da vitória de domingo passado, mas sim como ela foi obtida. Do jogo de logo mais tecerei meus comentários no final deste texto. Isto se eu não dormir antes do jogo acabar.

Estou contagiado sim!

Não só pelos resultados dos primeiros 100 dias da administração dos Azuis, muito menos pelos resultados de nossos “craques” que apesar de ruins não nos privaram de vencer e bem nossos pseudos rivais estaduais.

O que me contagia é a postura discreta dos hoje homens fortes da Gávea,

Estão se portando como entendo que deva ser para homens de bem e realizados, que não precisam se exibir como palhaços carentes atrás de atenção.

Acabaram com o amadorismo ao contratarem profissionais qualificados de cada área e sem alarde determinaram metas difíceis, porém factíveis que estão sendo cumpridas no prazo e de maneira eficiente.

A determinação em nos tornar confiáveis em todos os âmbitos é para mim o mais importante devido a forma como fui criado por meus pais. Sempre tendo como base a honestidade e respeito por tudo e todos, sem restrições.

Ter o verdadeiro conhecimento de meus direitos e deveres era o norte desta criação.

A necessidade de austeridade os fez realizarem cortes onde descobriram existir contratos com clausulas impossíveis de cumprir. Atitude nunca vista no mundo dos esportes neste país.

As declarações sempre pés no chão, sem alardes e coesas entre as vice-presidências mostra organização e interação entre os líderes, todos focados em um único objetivo, levar de volta o Mais Querido ao topo do mundo.

Lugar de onde nunca deveria ter saído, mas de lá foi tirado por mãos imundas e ações de uma corja de irresponsáveis e desprovidos de inteligência.

Sim meus caros, burros como portas, pois se mantivessem o Flamengo no topo estariam encobertos pelo sucesso o que facilitaria e muito os desvios e falcatruas com as quais enriqueceram.

As ações dos hoje responsáveis por nosso futuro não são populistas. Ao contrário, muitas deixam os que não conseguem ver que precisamos delas para concretizarmos um futuro vencedor, descrentes das possibilidades.

Mas estes me parecem ser poucos no universo gigante formado por nossos 45 milhões de corações Rubro-Negros, ávidos por conquistas.

Outro fato importante é que hoje sabemos das notícias através do site oficial do Flamengo e não pelas linhas tortas comprometidas de alguns repórteres de integridade duvidosa.

Isso transforma nosso site no principal meio de comunicação da Instituição tornando-o confiável.

Foi nele que ontem me tornei Sócio Torcedor e hoje li a carta de nosso Presidente dando conhecimento detalhado das conquistas obtidas nestes primeiros 100 dias de governo; assim como as cartas de cada Vice-Presidência relatando os respectivos feitos e novas metas à cumprir.


Foi lendo essas cartas que soube que a cada 100 dias lá estarão novas cartas relatando as conquistas do período como se estivessem dando satisfação de seus atos.

Meu caro Flamenguista, quando foi que você imaginou que isso aconteceria? Mesmo que alguns detalhes não sejam revelados quando foi que você imaginou receber esse tipo de atenção?

Tenham certeza que não espero perfeição e sugiro a vocês que pensem da mesma forma, afinal ninguém é perfeito, mas se lembrarmos que nosso povo é um dos mais corruptos do mundo, conhecer essa maneira de governar e saber que os que governam desta forma estão do nosso lado, é bastante gratificante.

Com relação ao jogo, permanecemos na síndrome do 3, mas ainda estamos em uma síndrome positiva 3 X o para nós; os 3 de Hernane quase 100% e chegando.

Os primeiros minutos, uma repetição do jogo anterior, porém, depois do primeiro gol acalmamos e iniciamos nosso domínio que foi terminar apenas no trilar do apito final.

Todos jogaram bem e com vontade. Claro que eles tiveram seus lampejos, mas sem sucesso. No final deu a lógica.

Destaque para Rafinha e as boas entradas de Luiz Antônio e depois de Rodolfo.

Pode parecer sacanagem, mas gostei da saída do Ramon. Não gosto dele, acho que é da mesma estirpe de Diguinho, Rogério Cenni, Kleber, entre outros. Muitos outros.

Voltamos a tocar a bola na saída da defesa. Isso é primordial.

Não é o melhor time do mundo, mas dava para ganhar o Carioca. Ao menos estar na decisão.

Uma curiosidade. O que o Renato Santos estava fazendo na ponta direita por duas vezes no segundo tempo?

Gosto do Jorginho e acho que ele vai surpreender.

ESPERO!!!

Saudações.



14 abril, 2013

NORMAL!






Não adianta que não estou pulando de alegria!

“Jogamos bem?”

“Sim.”

“Foi um bom jogo?”

“Foi.”

“Vencemos?”

“Vencemos e com um ótimo placar.”

“Mas então, por que não está feliz?”

“Quem disse que não estou feliz? Disse apenas que não estava pulando de alegria?”

É Mulambada, o segundo cara aí em cima está certo.

Gostei do jogo, jogamos bem 60 minutos ou quase ¾ do jogo. Há quanto tempo isso não acontece?

Todos os setores de bem com a bola com raras exceções que por serem exceções serão tratadas como tal. E como hoje não é dia de exceções não vamos nos ater a elas.

Hoje é dia de padrão, constância, assiduidade ou outro termo que denote a normalidade da História. E vocês vão concordar vencer o pessoal de LaranGayras não é nenhuma novidade, ao contrário, é como comer feijão com arroz, toda semana tem.

Ainda mais quando elas estão preocupadas em uma conquista bastante distante de sua realidade e ambições.

Antes disso, há dívidas a serem sanadas. Nada de financeiro, essas coisas pequenas e normais do capitalismo. Trata-se de dívida das piores que podem existir. Mexem com os brios daqueles que possuem na consciência um mínimo de ética e vergonha na cara.

É dívida moral e essas, são difíceis de se livrar.

Para ao menos almejar qualquer coisa que valha a pena se orgulhar, é preciso que essa dívida seja paga.

Devem voltar à Série “B” e vencê-la no campo, obedecendo às regras, como todos os outros médios que ali estiveram chafurdando solo deveras impróprio.

Portanto Mulambada, nada novo no mundo do “futebol”.

Foi uma surpresa o ímpeto com que entramos em campo. Parece que as palavras de Jorginho surtiram efeito e os moscas mortas que já foram mais produtivos quando recebiam trimestralmente, voltaram a ser “ômi” e correram que nem macho.
.
Mas não saímos da zica do número 3, dessa vez de forma invertida.

O time além de correr, jogou bem nos 3 setores, sendo a defesa o menos eficiente. Mesmo assim, é o melhor que temos inclusive considerando o pessoal da faxina e os porteiros da Gávea.

Destaque para Elias, Gabriel, o melhor em campo e Leo Morto que como fênix ressuscitou das cinzas.

Fez 3 jogadas de linha de fundo sendo que na primeira delas saiu nosso primeiro gol; Hernane ex 100 %.

Faz tempo que não víamos suas jogadas de linha de fundo. Aliás, faz tempo que não o vemos em campo. Acho que esticaram sua pré-temporada.

Mas precisamos ser justos, Leo Morto hoje jogou um bolão.

Renato Canelada fez dois fechando o placar em 3 à 1,

Besteira foi o que fez Jorginho. Acho que ele tá ficando maluco ou então tá de sacanagem. Logo agora que o time voltava a jogar redondinho, em vez de deixar a rapaziada se divertir com a molezinha foi aos poucos tirando os melhores do jogo e dos quatro acima citados tirou os 3 melhores.

Ao tirar o Gabriel, comentei com os amigos:

“Ele deve ter pedido para sair.”

E parece que foi o que aconteceu. Tudo certo, mas botar o João Paulo de “ponta esquerda”, foi abusar e muito de minha paciência.

Depois tirou Hernane que vinha muito bem. Era sua melhor partida coletiva que além do gol, de costas deu um excelente passe para Rafinha que cruzou nas mãos do goleiro deles.

E depois o cara ainda tirou o Elias que vinha muito bem, apesar de discreto.

Resultado, recuamos pela impossibilidade técnica de manter a bola sob nosso domínio, eles botaram as delicadas mãozinhas de fora e fizeram até um golzinho meio cagado, como têm sido seus últimos, mas foi só.

No fim, o eliminado bateu em um dos finalistas do turno e consequente campeonato. Isso mostra que poderíamos ter ido mais longe nesta joça.

Se levarmos em consideração que vencemos todos o clássicos contra os 3 times médios e rebaixados do estado então ...

Saudações.

12 abril, 2013

CAIXA DE PANDORA




Mulambada,

Em fim está aberta a caixa de pandora.

Para quem não sabe, esta foi uma caixa que os Deuses haviam dado a Epimeteu. Nela estavam acondicionados todos os males. Pandora, mulher de Epimeteu ao tomar conhecimento da mesma, como toda mulher curiosa, desconfiada, ciumenta, abusada e sem mais o que fazer, abriu a caixa deixando escapar todos os males entre nós mortais.

Foi exatamente por causa desta fofoqueira sem vergonha que somos o que somos, esse povinho corrupto “daporra”.

Após anos em que desejamos tal ação, ela se concretiza.

E de nossa Caixa de Pandora saiu o tão esperado resultado da auditoria contratada pelos Azuis nos minutos iniciais de seu mandato, em janeiro deste que será histórico, 2013.

Ao contrário das obras dos estádios para a Copa de 2014, o prazo de três meses foi cumprido, o que denota seriedade.

A parte da imprensa dita especializada e os insignificantes membros da Arco-Íris invejosa e mal vestida, ignorantes que são, já iniciaram seu rosário de críticas e gozações.

Curtos que são ainda não conseguiram ver que essa atitude madura e profissional dos Azuis é o segundo grande passo para nos tornarmos quase imbatíveis e postulantes ao título de Maior Instituição de Futebol do Planeta.

Não conseguem ver também que se o Flamengo, antes considerado o oitavo maior devedor, com aproximadamente R$ 350.000.000,00 em dívidas, após um trabalho sério e, até o momento, incontestável, pulou para R$ 750.700.000,00; o que não acontecerá com os demais se resolverem botar a cara e realizar auditoria semelhante?


Mas como estou como John Walker, cagando e andando para os coitados que se acham nossos rivais, voltemos para nossa cozinha que é o que interessa.

Fazer a auditoria, divulgar o resultado e não ter se abalado mesmo sabendo que o rombo é bem maior que o esperado, mostra a seriedade com que as rotas estão sendo definidas pela cúpula recém-instalada na Gávea.

Igual a muitos de vocês que têm suas dívidas de difícil equalização e, portanto correm aos templos econômicos e/ou religiosos, suplicando por soluções para as quais, muitas vezes, é necessário despender juros e/ou dízimos diversos exorbitantes; nós estávamos correndo atrás do rabo em conchavos com pseudos e inescrupulosos empresários, advogados, administradores e instituições financeiras, sem solução efetiva e sim aumento da dívida.

Ou seria roubo?

Em uma ação nunca imaginada por quem quer que circule no nefasto meio do esporte deste maravilhoso país, os Azuis hoje sabem em números reais o montante de nossa dívida e isso é a informação mais importante, a saber, quando se deseja realmente tirar o nome da lama em que chafurdamos junto a outros, mais inferiores a cada dia que passa.

Enquanto alguns pequenos e inadimplentes se escondem atrás de verbas de origem pública e/ou duvidosa, nós do Mais Querido buscamos austeridade e um progresso sólido através da ordem.

Nossa situação é negra, mas está clara, enquanto para outros ...

As primeiras renegociações já estão concluídas corroboradas pela obtenção das respectivas CNDs; o primeiro passo. Agora só nos resta estudar o que fazer com o saldo desta enorme dívida.

Eu não tenho a menor dúvida que três anos é um prazo bastante viável para nós que temos em nosso Manto, forjado por nossa belíssima História, um valor quase intangível.

Mesmo com alguns jogadores que já fizeram mais, quando os salários eram apenas um sonho trimestral e hoje com os vencimentos em dia pouco ou nada fazem, em um claro descompasso com nossa atual realidade e por isso devem ser alijados de nossas fileiras, estamos no caminho certo senhores.

Espero que nossos atuais comandantes estejam realmente imbuídos nesta árdua Cruzada e desejo que não desanimem, pois só com esse esforço seremos o que já deveríamos ser por direito:

Os Maiores do Mundo.

Saudações.


08 abril, 2013

A SÍNDROME DO 3 E SEUS MÚLTIPLOS




Mulambada,

Felizmente não pude ver o jogo.

Estava no aniversário de minha filha e ela pediu para não ligarmos a TV. Foi o que fizemos.

No começo foi complicado.

Não foram aos 3 minutos, mas sim em múltiplo de 3. Foi aos trinta que levamos o gol.

Relaxei e parei de buscar informações no celular. Se aos 3 já vinha sendo difícil empatar, ganhar nem pensar, imagine aos 30.

Só fui saber do resultado no dia seguinte à noite enquanto passeava com meu cão e encontrei um dos com quem vejo os jogos.

“Sofrível!”

E teceu uma série infindável de comentários repetidos de jogos anteriores.

A novidade foi constatar que agora o Flamengo precisa fazer 3 gols para valer um.

Não importa se legítimos ou não. Desde quando isso vale no país onde a lei dos espertos prevalece? O que importa é que mesmo jogando mal, sem raça, perdidos em campo como esbravejou meu amigo, é que em fim fizemos os gols.

Mas de nada valeram. Sem problemas, não vou discutir árbitro de futebol.

Não acho, em hipótese alguma, que haja complô ou algo parecido. Por mais espertos que sejam, não os acho capazes o suficiente para bolar uma trama dessas sem deixar um enorme e escamoso rabo balançando para trás.

Por muito menos outros, não muitos, foram pegos e enquadrados. Tenho total certeza que são erros fruto de incapacidade técnica e física desses senhores e seus superiores.

Sendo assim, não há o que discutir nesse sentido. Vida que segue.

O que não consigo entender é que muitos membros da arco-íris invejosa e mal vestida ainda acham que o Mais Querido é o time da mídia, da CBF, da Federação e sei lá mais o que.

Só mesmo um bando de ignorantes para imaginar tal coisa.

Sabíamos que esse começo seria difícil, mas não que seria vexaminoso.

Não tenho a menor dúvida que tempos melhores virão, mas que está complicado está.

Saudações.


04 abril, 2013

QUE SÃO JUDAS TADEU NOS SEGURE




Mulambada,

Mais um dia de boas novas.

Mais uma vitória, fato que está se tornando raro neste semestre. Dessa vez, além de nossa costumeira incapacidade de fazer e evitar gols, tivemos um adversário tinhoso e brigador.

É sabido que os times diminutos e de consequente pouca expressão do país têm no ano apenas uma oportunidade, talvez duas, para aparecer no cenário nacional e obter os seus 15 minutos de fama.

Esse momento torna-se um evento e é quando o mal administrado calendário nacional os coloca à frente do Mais Querido.  É neste raro e curto espaço de tempo, que fazem das tripas coração para não sucumbir ao poder do Maior de Todos.

Todos querem vencer o Mengão.

Não é novidade que mesmo alquebrado o Flamengo é o adversário a ser batido. Sempre!

E com toda essa vontade, eles tentaram e por muito tempo conseguiram uma marcação forte em nosso campo fazendo com que nossos naturalmente atordoados zagueiros ficassem mais perdidos ainda.

Aos 4 minutos de jogo, a primeira boa notícia, Não levamos gol aos 3.

Não é novidade para ninguém que nosso time é ruim, mas vinha a alguns jogos conseguindo iniciar as jogadas a partir da defesa sem as já pitorescas bicudas. Entretanto, neste, a pressão exercida pela bem feitinha marcação do adversário nos obrigou a voltar à velha prática.

É certo que perdemos algumas chances, mas nada de excepcional se lembrarmos de que quem estava do outro lado era quase um zé ninguém.

A situação ficava mais complicada a cada faltinha que faziam quando tentávamos os contra ataques, que o juizinho de quinta se esforçava em não ver. Não se trata de chororô, até porque isso é uma prática deprimente, mas vocês vão concordar que essas faltinhas sistemáticas são suficientes para encher de merda as cabeças vazias de nossos pseudos jogadores. É como se você estivesse lá no bem bom de um tremendo rala e rola com uma gata maravilhosa e tivesse um filho da puta passando a mão na sua bunda.

No segundo tempo a situação só piorou. Muitos passes errados quando tentávamos sair com ela dominada, proporcionando aos donos da casa alguns contra-ataques.

Foi assim até que aos 28, em uma jogada mais elaborada, ao velho e conhecido estilo Ury Gueller, Rafinha entrando em diagonal pela esquerda, passou entre dois e abriu o placar.

Não entendi a comemoração do Hernane já que a bola nem triscou em suas patas.

Eles mantiveram a correria, mas aos 36 já estavam sem pernas. Nós também.

Logo em seguida fizemos a primeira jogada ensaiada em anos. Foi tão inesperado que não faço a menor ideia dos participantes.

Aos 41 perdemos uma bola no ataque em um lançamento magistral para o inimigo que quase acaba em gol deles.

Renato quando entrou no lugar do Leo Morto, deu mais qualidade ao nosso meio campo, mas não se iludam, pois nosso meio de campo estava uma bela merda e qualquer coisa que fosse feita não poderia piorar a situação.

Cleber Santana substituiu Rodolfo que não vinha mal e foi coerente como sempre, ou seja, uma lenta nulidade.

Aos 45 e acréscimos a segunda boa notícia, vencemos.

E foi só

A despeito da fraca atuação do time, estamos caminhando em direção a dias melhores.

E eu diria até que à passos largos.

Não dizem que depois da tempestade vem a bonança? Pois é, nossa tempestade foi catastrófica e secular, mas parece que estamos em processo de calmaria e com ela a dissipação de nuvens negras que pairam sobre a Gávea se dará com o fim da auditoria que vai informar a quantas anda nossa situação econômico-administrativa.

Nuvens que há muito escondem os resultados de péssimas administrações anteriores que agiam como quadrilhas no desfalque de nossas finanças, em fim serão esvaecidas.

Não sei se farão, mas em minha opinião deveriam citar nome por nome aqueles que usurparam nossos cofres e deles fizeram nome e fortuna.

Não se trata de revanchismo e sim dar nome aos bois que ruminaram nossa História em décadas de atos e omissões e com isso não permitir seu regresso à nossas fileiras seja em qualquer hipótese.

Perpetuá-los com bustos de barro em uma sala escura e mal iluminada em um canto no museu que está sendo construído, a fim de mostrar que nossa História não foi só de glórias e que até em nossas fileiras o inimigo estava presente; seria muito bom.

Mas não vão fazê-lo. Uma pena.

Ainda ontem recebemos outras boas notícias.

Em uma entrevista, nosso Presidente disse:

"Estamos muito felizes por conseguir todas as certidões. Foi um trabalho incansável do nosso Departamento Financeiro. do nosso Departamento Jurídico. Acho que a Nação Rubro-Negra está em festa, porque, mais do que qualquer patrocínio ou recurso de incentivo fiscal que a gente venha conseguir, acho que é importante a torcida saber que nós estamos recuperando a nossa dignidade, credibilidade, porque hoje não temos nenhuma dívida vencida com o setor."

Mulambada, essa é uma das melhores notícias que recebi. Estar em dia com minhas obrigações sempre foi uma necessidade. Não consigo me ver devendo ou em falta tanto física, jurídica, econômica ou profissionalmente.

Saber que os Azuis pensam da mesma forma e atingiram a 1ª meta, que é estar em dia com seus deveres com o poder público, é mais importante do que um título, seja ele qual for.

Saber que, mesmo pertencendo a um povo essencialmente corrupto, somos talvez o único clube quites com tudo e todos e não mais ouvir piadinhas ridículas de outros menores devedores de tudo e todos, é um alívio indescritível.

Obrigado Presidente, agora posso caminhar de cabeça erguida quando estiver trajando o Manto Sagrado.

Mas não parou por aí, nosso Vice de Futebol, Wallim Vasconcellos concedeu outra entrevista ao globoesporte.com que das muitas informações relevantes identifiquei 4 bastante interessantes:

“Serão de quatro a cinco atletas, mais para cinco. Temos que ter elenco. Não temos como prometer um grande ídolo, mas estamos tentando. Não é fácil, não tem tantos jogadores disponíveis. Serão jogadores que cheguem para o time titular, para títulos.”

“A gente tem que construir um time com a cara do Flamengo. É o que eu, o presidente e toda a diretoria desejamos, jogadores comprometidos. Precisamos voltar a ter identidade, ter um time com a raça e o orgulho de vestir a camisa do Flamengo. Tem que suar sangue, comer grama e correr. Quem não quiser, as portas estão abertas, não tem problema nenhum.”

“A partir de maio, (a Adidas) vai vestir o time, fez um investimento relevante. O Flamengo está na lista dos cinco mais importantes do mundo da empresa, ao lado de Real Madrid, Chelsea, Milan e Bayern de Munique. Vai colocar bastante recurso neste ano, estamos utilizando parte desse recurso para pagar os atrasados, renegociar impostos. Quem sabe se ela tivesse interesse, seria um sonho, de trazer um grande ídolo porque iria bater o recorde mundial de venda de camisas. No Flamengo nada é impossível.”

“A redução da folha salarial foi boa, mas esse não é o grande problema. Você precisa ter recurso para pagar os salários. O Flamengo tem que parar com esse negócio de não pagar. Peço que aguentem um pouco as chacotas dos adversários que a hora deles vai chegar.”

São palavras que como as do Presidente, mostram que o trabalho está sendo feito e que os resultados aparecerão em breve.

Não sei quanto a vocês, mas me pareceu estar nas entrelinhas de forma bastante sutil que entre ou além das 5 contratações estará um grande craque bancado pela Adidas.

Contudo, dizer em claro, alto e bom som que a vez dos adversários vai chegar é, a meu ver, para um Vice Presidente, uma tremenda ousadia.

Tendo os Azuis demonstrado ser profissionais sérios e avessos a oba-obas, até agora; essa afirmação só pode se traduzir em excelentes noticias em futuro bem próximo.

Então, só nos resta pedir:

"Que São Judas Tadeu nos segure!"

Saudações.