01 agosto, 2013

SEGUINDO O CALVÁRIO


Mulambada,

Todos sabem que não sou comentarista de porranenhuma e que nada entendo desse negócio que hoje chamam de futebol. Sendo assim, sabem que não tenho condições de traçar palavras sobre um assunto que deveria ser secundário à este que chamam de Violento Esporte Bretão. Não costumo e não gosto de citar qualquer coisa, por menor que seja sobre este tema que deveria passar despercebido em qualquer situação quando o assunto é futebol.

Também não alimento essa história de que aqueles que fazem a gestão desta atividade tenham armado sinistras artimanhas, planos abjetos ou estratégias obscuras a fim de prejudicar qualquer instituição que pertença a este mundo cheio de falcatruas. Não consigo ver nessa turma inteligência suficiente para a elaboração de qualquer tipo de ardil.

O problema é incompetência mesmo.

A falta de preparo e a não profissionalização e consequente má remuneração desta atividade faz com que aqueles que a exercem a considerem uma atividade tapa buraco cujos frutos tem a função de engordar os honorários obtidos em sua atividade principal e real fornecedora do leite das crianças. É como se ser Árbitro de futebol fosse a cobertura do bolo, desnecessária para a razão, mas significativa para a emoção.

É exercendo essa atividade que os chamados juízes conseguem conhecer o país e alguns até o exterior. É essa atividade que os possibilita viver suas fantasias nos quartos dos hotéis espalhados por esse imenso Brasil, à custa do esporte e ainda receberem por isso.

Dessa forma, o mais importante, o objetivo para o qual essa atividade foi criada é deixado em segundo plano restando a ela apenas o valor de um álibi vil.

Muitas medidas já foram tomadas:

- A introdução da tecnologia com a implementação de comunicadores entre os membros da equipe traria agilidade nas decisões. Antes o árbitro era o senhor em campo e se utilizava dos auxiliares apenas quando necessário. Seus erros e acertos eram claros e a responsabilidade por eles também. Com o rádio são mais dois à dar opinião e o possível ganho de tempo é perdido nas confabulações antes das decisões que deixaram de ter um responsável.

- A última foi aumentar o número de fiscais em campo. Ao alegar que mais olhos colocados em pontos estratégicos trariam mais segurança nas decisões dentro de campo, os gênios colocaram mais cérebros incompetentes em campo, ou seja, mais gente para errar.

Muitos são adeptos a utilização das imagens produzidas pela TV a fim de dirimir as tantas dúvidas de uma peleja futebolística; como já fazem outros esportes.

Eu não tenho opinião formada, mas há muito penso na questão. É latente a queda da qualidade técnica do futebol. Faz anos que não produzimos jogadores excelentes em quantidade como fazíamos há algum tempo, tanto é verdade que hoje no Brasileirão de 2013 os que se sobressaem têm mais de 35 anos. Desta forma, os jogos têm sido verdadeiras peladas onde o sono é nosso principal companheiro de muitas tardes e noites. São muitas faltas, agarrões dentro das áreas, impedimentos, bolas na mão ou mãos nas bolas, agressões e demais derivados da violência em que se transformou a técnica. São tantos os itens que dependendo do jogo este ficaria picado demais devido às diversas solicitações de averiguação via imagens.

Muitos jogos já são ruins de ver, como ficariam com tantas paralizações?

Ah! Os gênios viriam com a solução de permitir apenas um determinado número de solicitações por time por tempo de jogo; como faz o tênis. E eu pergunto:

“Como seria, por exemplo, no jogo de ontem depois de o Flamengo ter utilizado suas solicitações, acontecesse o lance do primeiro gol do Bahia? E no lance do gol anulado do Elias domingo passado?”

Foram dois lances capitais que poderiam ter mudado consideravelmente a história da partida e não poderiam ser considerados tirando o objetivo da medida.

Nestes dois casos e em muitas outras situações o prejudicado foi o Flamengo e em inúmeras outras, foram outros times.

É preciso que as cabeças pensantes, se é que elas existem, achem uma solução para o problema crescente há anos. Problemas que prejudicam várias Instituições e o esporte como um todo.

Posso não ter opinião formada quanto ao uso de imagens, mas tenho certeza que profissionalizar a atividade de Árbitro e Assistente de Futebol seria um grande passo para a melhoria da qualidade da atividade e do futebol como um todo, pois mais rigor iria contribuir com o surgimento de novos craques e a extinção desses cavalos que desfilam atualmente nos relvados deste que já foi o País do Futebol.

E aí sim, com mais qualidade em campo poderemos utilizar as imagens para tirar as dúvidas que provavelmente não serão tantas.

E vocês vão perguntar:

“E o jogo de ontem?”

Mulambada, não tenho palavras para definir o que foi aquilo. O Bahia deu um banho de bola, fez 3 gols e venceu.

Simples assim.

É fato que nosso time é ruim. Pode melhorar? Sim pode. Principalmente com a evolução dos moleques que por serem moleques estão sujeitos aos altos e baixos de início da profissionalização.

Dos mais experientes, tirando o Elias que ontem nada jogou, não espero muito, pois são ruins mesmo e dos idosos, só posso pedir que a diretoria mande fazer meia dúzia de placas de agradecimento aos bons serviços prestados e os mande plantar batatas.

Ao Mano, humildemente lembro que empates e derrotas levam à 2ª divisão.

E que São Judas Tadeu nos ajude.

Saudações.


29 julho, 2013

O DEDO DO MANO


1º TEMPO FUTEBOL?

Mulambada,

Nada de movo?

Pois é, faz tempo que não vejo algo parecido. Talvez na decisão da Copa das Confederações, na vitória contra a poderosa Esquadra Espanhola em que jogamos com muita gana, sorte e pouco de futebol.

Ontem foi o mesmo, guardando-se as proporções é lógico, estou falando da comparação da Espanha com nosso pseudo adversário de ontem; registre-se.

Não sei se já repararam que pouco escrevo sobre o adversário em meus textos. Só o faço quando há algo merecedor de elogio ou crítica extremos no mais, a mediocridade dos outros passa por aqui batida. Eles que cuidem de seus problemas ou promovam suas escassas alegrias.

Isto posto, não vou falar nada sobre o primeiro tempo, pois o Flamengo só esteve em campo na segunda metade dos 90 minutos regulamentares e acréscimos. FATO!

Entramos no jogo com Adryan e Hernane que se tornaram as gratas surpresas deste nosso reencontro com nossa ex-casa.

Ex-casa?

Sim meus caros, fizeram uma reforma que não pedimos e depois, sem mais nem menos tiraram nossa posse que há muito adquirimos com Raça, Amor, lágrimas, suor e paixão. Depois, entregaram em uma das maiores molezinhas da história, para meia dúzia de ratos que de tão insignificantes nem sabem o que fazer. Desde as negociações com os principais responsáveis por encher aquela baiuca até a venda dos ingressos todas as ações passam ao largo do tão bostejado profissionalismo Padrão FIFA.

Os dois entraram e mudaram todo o panorama do jogo e nosso futuro na partida. Com uma melhor saída de bola e consequente domínio da região central do campo de batalha os demais pernas de pau, contagiados pelas forças emanadas pelo Manto Sagrado e a parte da Nação que se fez presente, obtiveram sensível melhora em seus desempenhos.

Com exceção ao Leo Morto que definitivamente não sabe mais qual é o caminho para a linha de fundo. É grande a dificuldade deste rapaz, mesmo este sendo uma simples reta. Acho que nem com bússola ou GPS. É um caso perdido. Renato Canelada e Ibson eram mais efetivos.

E o Elias?

Ora meus caros o cara deixou de ser surpresa faz tempo. O cara é o Cara do time. No par ou impar é o primeiro a ser escolhido. Não há mais o que escrever a não ser redundâncias, mesmices e pleonasmos.

O cara desarma, inicia contra ataques, lança, erra poucos passes, parte pra cima com a bola, tem raça e ainda por cima faz gol! O que vocês querem mais que eu escreva? Só falta ele agarrar um pênalti. Se ele tivesse mais um pouco de futebol seria um cracaço de bola.

O Cara, mesmo torcendo por outra agremiação, honra o Manto mais que muitos que se dizem Flamengo. Não sei quanto a vocês, mas só isso bastaria para mim.

Eu não vi, tenho mais o que fazer, mas deve ter pedido música naquele programa de fim de domingo. O Cara não só fez gol como fez 3. Tem gente que ganha, muito e em dia só para isso e não fez unzinho sequer. Aliás, não faz há um bom tempo.

Considerando o cenário do atual futebol brasileiro onde os que fazem diferença têm mais de 35 anos e as jovens promessas são escassas, gostei de como o time se apresentou ontem. Vamos torcer para que este enfim seja o início de uma efetiva evolução mesmo que venhamos a oscilar como disse o Mano após o jogo.

Os pseudos adversários foram superiores no primeiro tempo? Sim, mas no segundo nossa superioridade foi bem maior. Isso não ganha jogo é verdade, mas pode ser um indício de que o famoso dedo do Mano está surtindo efeito. Após o jogo fiquei com duas dúvidas:

“Se o Adryan e o Hernane entrarem no início do próximo jogo renderão o mesmo?”

E

“No primeiro tempo, onde o Mano enfiou o dedo?”

Saudações.


22 julho, 2013

A BOA NOTÍCIA

"Aí meu Deus, a bola! Que mêda!"

Mulambada,

O que escrever que já tenha sido escrito?

Sai jogador, entra jogador e a situação permanece a mesma. O cara que joga bem um jogo some no outro. Aí vem um novo que joga bem em um jogo, mas também some no outro e assim vamos, aos trancos e barrancos atrás daquele que tem sido nosso objetivo maior nos últimos sei lá quantos anos, não cair.

Não me falem de 2009, o ano do Hexa. Aquele ano foi uma exceção que dificilmente acontecerá novamente.

Faz tempo que passamos quase todo ano atrás dos míseros 45 pontos que nos permitirão correr atrás dos mesmos 45 pontos no ano seguinte.

Olho para a tabela desolado e até os vices que estão numa merda de dar gosto estão em posição melhor. Sei que é temporário, afinal eles deixaram de ser parâmetro faz tempo, mas que dá uma dor de corno isso dá.

Com todo respeito aos azuis, a quem endosso quase todas as ações, principalmente aquelas com a intenção de dar credibilidade e por ordem na casa, mas está ficando complicado. Fizeram várias contratações e nenhuma deu certo. Não me venham falar de Paulinho que só sobressai porque os outros são nulos.

Os moleques da casa estão no mesmo ritmo. Ontem foi o Adryan que sobressaiu, outro dia foi o Nixon, já foi o Rodolfo. Quem se lembra do Luiz Antônio? Quem será o próximo?

Fora o Adryan, ninguém jogou bem. Esse negócio de que o time está arrumadinho em campo devido ao dedo do Mano é conversa pra boi dormir. É coisa de comentarista (desculpe aê Junior) que não pode falar a verdade, pois se pudesse ia dizer com todas as letras:

“O jogo está uma bagunça, os dois times são muito ruins!”

Mas eles não podem dizer a verdade se não você desliga a TV. Eles têm que te enrolar.

Não sofremos ameaça? Claro! É porque também não ameaçamos, pois quando ameaçamos é quase inevitável que a cozinha fique desguarnecida em algum momento. Quando tínhamos a bola não sabíamos o que fazer com ela. Era toque pro lado, para trás ou balãozinho na área dos inimigos. Lançamentos? Vocês estão de brincadeira. Tudo chutão pra frente e o atacante(?) que se vire. Nos raros momentos em que tentávamos uma jogada mais incisiva dava merda. Os caras que passam a semana toda treinado e vêm recebendo a mariola em dia, erravam todos os passes.

E para variar, levamos um gol de um ex-Flamengo.

Vamos combinar que essas palhaçadas têm que parar de acontecer. Com todo respeito aos que já vestiram as cores Vermelho e Preto, principalmente os que as honraram.

Alguém tem que avisar pros chinelinhos lá da Gávea que se o jogador saiu, virou inimigo. Não tem essa de amiguinho. Dentro das quatro linhas o que vale é o Manto Sagrado e quem está dentro dele. O resto é o resto e ponto final. PORRA!

Depois do jogo pode chamar pro churrasco, puxar o saco e o que mais desejar, mas na hora do jogo tem que virar homi.

Nesse cenário que inspira tristeza, pelo menos uma boa notícia, pior do que está não vai ficar.

Será?

Vamos pegar o pessoal da carrocinha em nossa volta para casa. Vai ser uma parada duríssima, mais pelas nossas deficiências do que outra coisa.

Saudações.



17 julho, 2013

ESTÁ FEIA A COISA


Mulambada,

Coisa horrorosa!

Depois de uma boa apresentação no domingo esperava que esse jogo fosse ao menos razoável como o anterior, mas está difícil.

Não entendo como isso pode acontecer. Não se trata de cornetagem pura e simples, mas sim de querer ver ao menos o mínimo de futebol.

Não foram poucas as vezes em que me pego imaginando o que comentaristas como Junior estão pensando quando veem uma coisa como esta.

No caso dele, sabemos o craque que ele foi e a estirpe técnica dos que estiveram ao seu lado tanto no Mais Querido como também na selecinha e fico com pena quando o vejo ter de comentar essas peladas. Mesmo recebendo uma fortuna, o que não deve ser o caso, ia ser complicado.

É um verdadeiro bunda lê lê onde ninguém é de ninguém.

Passe deixou de ser entregar a redonda em boas condições ao companheiro de time, para se transformar apenas no ato de se livrar da mesma.

Matar a bola há muito deixou de ser amortecer a gorduchinha para passar a ser literalmente matar todas as pretensões de na sequência deste ato sair coisa que preste.

Houve um momento em que Junior disse:

“Falta uma cabeça pensante, os que estão aí (em campo) são apenas corredores.”

PORRA! Isso é futebol ou atletismo?

Não podemos dizer que ele está exagerando, pois cabeças pensantes era o que mais tinha nos times em que ele fez parte. Ele era uma delas. Hoje quando o time tem uma já é um milagre.

Neste jogo, como em muitos outros, não tínhamos nenhuma. Elias foi o cara de ligação isto porque o único que pode ter miolos que possibilitem sê-lo foi poupado. Gostaria de saber o motivo disso já que Cadu, dos chamados titulares é o que menos joga; não pode estar cansado.

E ele precisa jogar e assim pegar ritmo de jogo.

Em certos momentos eu até consigo ver na intenção de alguns, boas jogadas, mas lhes falta técnica futebolística para a efetiva realização das mesmas. E elas acabam tornando-se sonhos irrealizáveis.

E conseguimos fazer um gol aos 44 minutos de jogo. Elias de letra. A jogada toda até que foi bonita, mas não podemos entrar em campo e fazer apenas uma jogada na eternidade de 45 minutos mais acréscimos; ainda mais jogando contra o valoroso Asa de Arapiraca.

É brincadeira?

Aos 12 do segundo tempo, por incrível que pareça, eles empataram.

Melhor distribuídos em campo, eles jogavam melhor e ameaçavam mais. Consequência da maior posse de bola. O Flamengo limitava-se a correr atrás da bola e cruza-la infrutiferamente sobre a área inimiga em um retrocesso inesperado.

Injustamente, diga-se de passagem, Moreno em uma bela roubada de bola do novato e esforçado Bruninho, fez o segundo gol em um belo voleio.

E além dos 3 minutos de acréscimo, foi só.

Passamos às oitavas.


15 julho, 2013

PERSISTE A DÚVIDA...


Mulambada,

Enfim fechamos com o Consórcio do Bolha. Sim, agora o Flamengo vai voltar ao pedaço de terra que lhe pertence por direito. Direito adquirido pelas conquistas obtidas e pela presença constante da Nação.

Se fossemos um povo sério, seria como usucapião.

Após longa novela em breve iremos voltar a mandar nossos jogos no Maraca que absurdamente será gerido pelo consórcio do Eike.

Tenho minha opinião sobre esse assunto e, se tiver saco, um dia volto a escrever sobre. Por hora, fica só o registro de que não concordo com essa molezinha que deram pro Bolha.

O assunto a ser tratado hoje é outro, o jogo de ontem.

Não estava ansioso, nem reticente. Afinal faz tempo que esse ex-clássico deixou de merecer a alcunha de Clássico dos Milhões.

Por falta de oponente descente o Flamengo hoje é o Sócio Majoritário dessa bodega e o Sócio Capitalista, pois ha muito que a Nação banca “aporratoda” sem um único subsídio do BNDS ou outras autarquias acostumadas a desordem de só sustentar vagabundos, atravancando o progresso.

Como pode neguim ter ordem se não se tem progresso? Ou vasco-versa.

Com exceção aos primeiros minutos, quando ainda estava me arrumando na poltrona, todo o primeiro tempo foi uma tremenda novidade. Cheguei a perguntar quem eram os jogadores em campo, mesmo vendo que fisicamente pareciam ser os mesmos.

O time estava irreconhecível.

Olhava para a televisão e não conseguia entender o que estava acontecendo. Via os mesmos pseudos jogadores de sempre agora se comportando como profissionais que há muito recebem seu alto salário em dia.

Estavam concentrados, quase não errando passes (apenas 27 em todo o jogo) e fazendo uma marcação descente em 80% do campo. Todos jogavam bem tanto atacando quanto defendendo. Cadu enfim organizava as jogadas no meio de campo muito bem assessorado por um Elias inspirado. Carceres bem no desarme e nos poucos avanços que tentou. Paulinho se apresentava nos espaços vazios e não foi raro ver Moreno, que estava bem na frente, aparecer na defesa ajudando a turma da cozinha nos poucos ataques do inimigo.

E os da cozinha jogando como nunca vi. Estavam seguros. Felipe assistiu ao jogo.

Não foi a primeira vez que vejo o Walace avançar e foi exatamente em uma dessas jogadas que se iniciou a bela jogada do único gol da peleja. Paulinho.

A galera já ficou animadinha e já tem neguim dizendo que esse progresso é consequência do dedo do Mano.

A turma do outro lado sem opções isolava a redonda para o lado em que o nariz apontava e nosso meio de campo ganhava quase todas as segundas bolas. Não foram poucas as vezes em que nossa marcação à partir da intermediária deles, recuperava bolas preciosas iniciando contra ataques perigosos que só não se convertiam em gol devido a precipitação de alguns ou por  pura falta de sorte.

Foram 15 finalizações, um número bastante superior ao dos jogos anteriores.

Mais morno, veio o segundo tempo. Diante da inoperância dos caras do lado de lá, Mano resolveu meter o dedo novamente. Tirou Cadu que vinha muito bem (registre-se que esse muito bem significa apenas que ele melhorou um pouco em relação ao que vinha jogando e como não vinha jogando nada, daí o muito bem) foi substituído por Nixon que desta vez, ao contrário do jogo anterior, pouco fez. Val entrou no lugar de Gabriel e manteve seu scout particular, ou seja, mais uma vez errou tudo.

Rafinha quando entrou no lugar do autor do gol eu falei:

“Vamos lá Rafinha, foi em cima desses perebas que você fez seu nome, vê se repete!”

Não adiantou, ele foi o Rafinha.

Mesmo assim, continuamos mandando no jogo e nas demais instalações do futuro Elefante Branco da Capital Federal. A Nação esteve presente em maioria absoluta e foi perfeita. Merecia mais gols.

No final das contas, valem os 3 pontos de nossa 2ª vitória no certame.

Foi um bom jogo no primeiro tempo, eu diria excelente se compararmos com as últimas 257 peladas que fomos obrigados a assistir, mas é preciso baixar a bola e aguardar outros 90 minutos ou mais para enfim sanamos a persistente dúvida:

“O time está evoluindo ou os vices é que são ruins mesmo?”

Saudações.



11 julho, 2013

DE BOM MESMO . . .



Mulambada,

Muito ruim!

Do início, passando pelo meio e até o fim, foi uma pelada de dar dó.

A escalação me pareceu boa. Não a defesa, que não temos melhores opções, mas do meio campo pra frente eu estava animado.

Carceres, Val, Elias e Paulinho, considerando o que temos disponível, parecia ser um meio de campo leve e ágil que junto com Adryan e Marcelo Moreno na frente poderiam produzir algo.

Nem tanto pelos que vinham jogando ou pela entrada de Val, mas sim pela entrada de Adryan.

Não posso ter certeza, mas de todos os moleques da Gávea Adryan me parece o de melhor futuro e quando ele joga torço para que enfim mostre serviço. Mas isso não acontece. Foi assim com nosso melhor jogador de todos os tempos, temos de ter paciência.

Os números do scout, mostravam que estávamos sendo eficientes. Também contra o Asa de Arapiraca!

Se fosse diferente, seria muita incompetência. Com todo o respeito aos bravos jogadores daquela parte do nordeste, mas não se pode esperar muito de times de pouca história e expressão que sobrevivem, só Deus sabe como no interior desse imenso Brasilsão movido a Bolsas Assistencialistas.

Mesmo assim, conseguimos fazer uma apresentação pra lá de ruim. Acho que a pior dos últimos jogos.

O miolo da zaga estava mais perdido do que sempre, sorte que era o Asa de Arapiraca. Mesmo assim Felipe fez defesa milagrosa no primeiro tempo. Os laterais péssimos, nem merecem comentários. Val errava tudo que tentava, Elias o acompanhava nessa árdua tarefa, Paulinho e Adryan, esse o menos ruim, jogavam mal. Perdeu um gol logo no início e nada mais que mereça comentários.

Como exigir algo de Marcelo Moreno com essa assessoria tosca. Ele não é nenhum craque, mas mesmo se fosse...

Mas estávamos com sorte, ou melhor, o Mano está com sorte. Escolheu dentre os doze que, pela nova regra da Fifa, tinha no banco, o esquecido Nixon e o cara fez tudo certo. Duas ou três boas jogadas, roubou uma bola perdida que resultou no passe para o primeiro gol, de Marcelo Moreno e fez o segundo ao receber o passe do mesmo Moreno.

E foi isso, tirando o rompante de Nixon que só Deus sabe quando se repetirá, de bom mesmo só a QUASE certeza de passar para a próxima fase.

Precisamos de vitórias, nem que como essa no Brasileiro.

Saudações.



07 julho, 2013

MUDA TUDO E NÃO MUDA NADA



Mulambada,

Como sabem estive fora em uma viagem até o Uruguai e desde o dia 8 de junho passado que não consigo acompanhar como deveria os passos do Maior de Todos. Mas entre uma parada e outra por esse sulzão do Brasil e centro leste do Uruguai consegui ler alguma coisa na internet.

Li que estamos no terceiro técnico no ano. Agora é o Mano Menezes, o sonho da atual diretoria. Não acho que foi uma má contratação, ao contrário, mas não adianta nada você botar o melhor técnico do mundo (não é o caso, diga-se de passagem) se não dá bons jogadores para ele trabalhar. Ninguém faz uma boa comida com ingredientes vagabundos o máximo que se faz é uma coisinha gostozinha pra tapar o buraco que a fome faz no estômago.

Com o futebol não é diferente.

Sendo assim, teremos de esperar a janela do meio do ano fechar para ver com que ingredientes o Mano vai poder contar.

Mandaram o Renato embora e antes de eu sair já haviam mandado o Ibson. Acho uma decisão acertada só não acho que era o momento. O que temos não é time para vestir o Manto Sagrado, isso é fato.

Faz tempo que as diretorias tentam contratar bons jogadores para nosso elenco. Já escrevi aqui que nesse tempo contratamos vários artilheiros de Campeonatos Brasileiros e outros tão badalados quanto e nenhum deu conta do recado como esperado. Souzas, Obinas, Luluzinhas, Tutas, David, Hernanes, Carlos Eduardos e sei lá mais quantos outros. Nada deu certo.

Alguns até fizeram uma graça e com a ausência de coisa melhor fomos nos acostumando com o que tínhamos e hoje nosso padrão de qualidade tornou-se rasteiro.

Não é difícil ouvir ou ler que o time do Flamengo é bonzinho e para o que nos propomos esse ano, devido a atual situação financeira, dá.

Eu também pensava assim, mas agora, depois de nossas desastrosas atuações é fato que dá “porranenhuma”. O time é ruim e ponto final. Claro que não estou considerando nesta avaliação a garotada que ainda está verde, mas o resto? Ora meus caros o resto só tem jogador bonzinho e jogador bonzinho não é jogador para vestir o Manto.

Reformaram o Maracanã e deram de mão beijada para meia dúzia de empresários. Mas a culpa não é deles! A culpa é de quem fez o Edital que ou são um bando de incompetentes que não amarraram as premissas do futebol do estado e o deixaram em segundo ou até terceiro plano ou são uns safados vendidos que vergonhosamente se beneficiaram da coisa pública. Não há outra opção e em ambos os casos devem ser presos e terem seus bens confiscados a fim de pagar o prejuízo do mau negócio.

E o Mengão deve sim manter o pé firme nas negociações com o Consórcio “vencedor”, pois é dos envolvidos o único que tem condições de encher aquela baiuca mais de uma vez por mês. Se o Consórcio não ceder, continuamos a jogar em Brasília ou outro elefante branco qualquer e partimos para a construção do nosso estádio. O que já deveríamos ter feito há muito tempo.

Foram mudanças importantes todas com impacto direto em nossa performance dentro das quatro linhas.

O último jogo não foi diferente. Alguns jogadores reclamando das viagens devido a falta de estádio. Eles não conseguem ver que essa aproximação com a parte da Nação distante da cidade Maravilhosa serve para consolidar nossa presença em todo o território nacional e que nessas oportunidades, boas apresentações vão trazer benefícios não só ao Flamengo como a eles mesmos e por isso deveriam se esforçar bem mais do que estão fazendo.

Iniciamos a partida em um estádio lotado com mais de 40 mil torcedores ávidos em ver o Mais Querido em campo.

Foram não sei quantos dias treinando com o novo treinador. Fizeram até um amistoso com um pseudo grande time a quem derrotaram a muito custo e pouco futebol.

E mesmo assim não jogaram nada. Fomos totalmente envolvidos em grande parte do primeiro tempo período que fizemos, injustamente, um gol.

Depois melhoramos um pouco, mas a falta de um item essencial, fazia do evento uma das coisas mais horrorosas que vi nos últimos tempos.

Não é possível que ninguém consiga ver que sem futebol não há como ter futebol?

Fizemos o segundo e mesmo sendo um jogo ruim estávamos em fim vencendo e olha que o Marcelo Moreno perdeu um pênalti absurdamente mal batido.

Entretanto, não durou muito. A defesa, sempre ela, dormiu no ponto e eles empataram.

Justo, resultado justíssimo, não há o que reclamar.

Ou seja, muda tudo e não muda nada.

Saudações.


12 junho, 2013

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO


Mulambada,

Estava e ainda estou em viagem pelo sul do Brasil curtindo férias após 3 anos só de labuta.

Por isso a demora em postar.

Enquanto eu estava na estrada, Jorginho dançou!

Já era esperado. Ninguém, por melhor que seja, passa incólume a esses resultados. Parece que o tempo que esteve fora o fez esquecer que isso aqui é Flamengo PORRA!

Por conta da viagem, não vi o jogo, mas vi os melhores momentos e neles deu para notar a corajosa e correta escalação que adentrou o gramado. Jogadores em suas verdadeiras posições é o básico no futebol ainda mais quando os valores individuais deixam a desejar. Se por deficiência técnica, ou de caráter ou ainda por imaturidade; esse é o nosso caso.

Jogamos o trivial e vencemos, Hernane Vidal de Souza voltou a marcar e Gabriel fez 2 sendo 1 olímpico. Esses 3 gols, em dias normais de temperatura e pressão trariam calma a nossa casa.

Ledo engano, o inimigo jogou com menos um o que facilitou e muito nossa tarefa de correr atrás do prejuízo das 3 primeiras rodadas. Mas não importa, nesse ano de resignações qualquer 3 pontos valem a mariola da sobremesa depois do jantar.

Com esse resultado, frustramos a arco-íris invejosa e mal vestida e não vamos passar esse outro período de férias na zona de rebaixamento.

Essa será a terceira pré-temporada do ano, espero que pelo menos esta sirva para alguma coisa.

Pena que nosso interino não deixará de sê-lo. Não sei se essa vontade de termos um medalhão é a solução para o Flamengo.

Fico na dúvida se tivéssemos o Andrade ou o Próprio Jayme à frente da garotada não seria mais eficiente afinal, eles já se conhecem faz tempo.

Mas isso também não importa, pois quem decide mesmo são os azuis e se eles querem sair da zona de conforto que eles mesmos conquistaram e desejam ver à frente de nossos “craques” um Professor que nada ganhou a não ser o título de uma reles segunda divisão e vão pagar caro por isso, é esse cara que vou apoiar.

Não é novidade que precisamos de valores mais cascudos, que tenham poder técnico e raça para decidir uma partida, fazer com que nossa garotada em fim evolua e então, conquistar títulos; mas isso meus caros só ano que vem. No máximo teremos uma esmola nesse meio de ano.

A coisa pode ser melhor se você parar de cornetar e se tornar sócio Torcedor.

Saudações.


06 junho, 2013

FALAR O QUE?



Mulambada,

Há tantas coisas, tantos mistérios insolúveis, dúvidas não esclarecidas, ações despropositadas, informações sem sentido e outras inconsistências na vida, que muitas vezes dá vontade de repetir:

“PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!”

Pois é esse o sentimento desta ensolarada, mas amarga manhã de outono.

Faz tempo que, com exceção a Pet e Adriano (estou falando de 2009, exatamente e apenas sobre o Hexa, nem um jogo à mais ou à menos) que as diretorias do Flamengo só adquirem ou produzem jogadores do tipo “Ana Júlia”.

E você vai perguntar:

“Geraldo, o que é um jogador “Ana Júlia”?”

É o jogador de um jogo só. O cara chega ou surge das divisões de base como uma promessa, joga um jogo muito bem e depois some da face do mundo futebolístico. Adquire uma sobrevida à custa da imprensa comprada por seu empresário e vai acabar a carreira em um time de 2ª ou 3ª divisão ou como garçom em um bar qualquer.

São como as bandas de uma música só. É o mais conhecido é caso dos Los Hermanos que sobreviveram alguns meses à custa da pobre Ana Júlia que provavelmente pela falta de criatividade dos caras deu um toco em um deles e virou música de corno manso.

Faz anos que vivemos iludidos por essas “Anas Júlias” da Gávea. Juntam um bando aqui, outro bando acolá e estamos vivendo de conquistas de times sem história, brios ou honras. Times que se satisfazem com pouco.

Nos últimos anos, nem isso.

Satisfazemos-nos com o esforço despendido para não cair para o submundo das divisões inferiores como já aconteceu e se repete com muitos outros menos dotados.

O padrão de qualidade da Nação foi caindo a cada reles conquista. Fomos aceitando as migalhas, sobrevivendo delas e hoje temos o que temos em campo.

Os últimos 387 jogos, com raras exceções provenientes dos lampejos das diversas “Anas Júlias” que vestiram e desonraram o Manto, calçaram os chinelinhos na Gávea e mais tarde no Ninho do Urubú, foram de sofrimento, pesar e muitas vezes ódio.

Mas não adianta ficar aqui cornetando, temos uma boa diretoria. Profissionais que não são cegos e já devem estar se mexendo para agir na janela do meio do ano. Só não sei se estão fazendo o dever de casa certo ou se vão aparecer com novas “Anas Júlias” para reduzir mais ainda o prazo de validade de nossos corações.

À nós, não só resta aguardar, podemos ajudar a melhorar o nível as contratações e assim jubilar as diversas “Anas Júlias” que habitam nossas vidas esportivas.


TORNE-SE SÓCIO TORCEDOR, PORRA!!!

Saudações,

01 junho, 2013

INVOLUÇÃO

Mulambada,


Conquistamos mais um título nacional!

O de Campeão Brasileiro de Basquete de 2013. Nosso segundo troféu da NBB. Somos Bicampeões!

Foi um jogo difícil como bem mostra o placar baixíssimo e apertado, 77 x 70. Uma diferença que pode ser revertida em menos de 60 segundos.


Foi uma manhã fantástica de Caio Torres, o MVP e cestinha da partida com 23 pontos, auxiliado por seus hoje coadjuvantes.

Dentre eles, Marquinhos, eleito o MVP da competição que hoje fez 16 pontos.

A Nação esteve presente em peso, foram quase 17 mil emanando energia positiva à nossos campeões.

Todos estão de parabéns, diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida . Os dois últimos honrando o Manto como sempre.

Foi uma manhã inesquecível, digna das melhores páginas de nossa Grandiosa História.

Manhã nada! Temporada!

Fomos sem dúvida o melhor time da competição com 30 vitórias das 34 possíveis. Entretanto, isso não diminui os demais, ao contrário, todos, com raras exceções são excelentes times, organizados e com jogadores de alto nível.

Nossa superioridade nesse esporte é latente e precisamos continuar investindo tempo e dinheiro corretamente a fim de mantermos o nível técnico e consequentemente as conquistas.

Mas com todo respeito a rapaziada da bola ao cesto, o Flamengo não vive disso, temos em nossa História uma vasta coleção de troféus, faixas e medalhas de diversos esportes e todos eles constam de nossa enorme galeria de conquistas todos em lugares de destaque, mas é de futebol que vivemos. É o futebol que nos faz transpirar. É ele que define o humor com que vamos acordar nas manhãs dos domingos, das segundas, das quartas ou quintas feiras. Nada além do futebol tem esse poder.

Você pode brigar na escola, em casa ou no trabalho, mas vai sempre haver uma alternativa para melhorar a situação. Um papo esclarecedor com o amigo ou patroa, um pedido de demissão ou retratação, etc.

Todavia, no futebol não. No futebol se você é Flamengo, e seu time perdeu você sabe que será sacaneado pelo porteiro, colega da escola, faculdade, cursinho ou do trabalho; todos os ridículos membros da invejosa Arco-Íris mal vestida. Se ganhou vai querer sacanear todo mundo vai vestir o Manto e desfilar de peito estufado, com aquele nosso tradicional e sarcástico sorriso de canto de boca.

Hehehe!!! Isso não tem preço.

Acontece que faz um bom tempo em que nossas manhãs de domingos, segundas, quartas ou quintas feiras, não têm sido nada agradáveis. Temos tido alguns lampejos de alegrias, mas na realidade, no computo final a situação não está nada boa.

Temos um time de jovens e por isso passível de altos e baixos. Tudo bem, já sabemos disso de cor e salteado. Qualquer guri do lado certo da História já sabe disso. Todos estamos munidos de paciência para aguardar a evolução dos tempos e futuras contratações que devem se concretizar na abertura da janela do meio do ano.

Mas não tá mole não!

Jogar diante da Nação em maior número, de forma tão bisonha como fizemos nesses dois últimos jogos é brincadeira.

Sei que nunca venceremos todas e no atual estágio técnico em que nos encontramos as derrotas serão normais. Perder faz parte do jogo e só perde quem está lá.

Mas perder ou empatar da forma como estamos fazendo é que não pode. A zaga que estava arrumadinha voltou a falhar, já estávamos conseguindo fazer a passagem da defesa para o ataque decentemente, sem nossas bicudas tradicionais nos últimos 3 anos e a bola já estava chegando menos quadrada no ataque. Só estava faltando um pouco mais de técnica neste último setor para termos um time bonzinho que se não desse muitas alegrias, ao menos suariam o Manto condignamente.

Não entendo como após muitos dias de treinamento e com a chegada de novos possíveis talentos, retrocedemos tanto.

Não é possível que vamos continuar dependendo dos gols do esforçado Renato Canelada. Não vou discutir o Rubro-Negrismo do rapaz. Eu gosto dele acho que até tem suas qualidades técnicas, mas ele se sobressai porque em terra de cego quem tem um olho é rei e lá na Gávea, nos últimos anos, o que não tem faltado é cego. Renato é um bom jogador, para compor o elenco, mas não para ser o homem de ligação, o principal criador das jogadas de algum time de futebol, muito menos do Clube de Regatas Flamengo.

E ultimamente, mesmo com a perda do pênalti no jogo passado ele tem sido nosso “atacante” mais efetivo. Ele tem sido, proporcionalmente, mais produtivo do que o Hernane Brocador e se isso está acontecendo é porque alguma coisa está errada.

Hoje, na bela Joinville, passamos quase todo jogo cruzando bolas na área do adversário. Jogada mais do que manjada que de eficiente nada tem. Está certo que alguns gols já saíram desses cruzamentos, mas é muito pouco gol para o número de bolas cruzadas. É a jogada menos eficiente do futebol brasileiro e essa tem sido quase que nossa única jogada de ataque.

E temos nosso craque nesse tipo de jogada. Leo Morto, chega com a redonda na quina da grande área do inimigo e alça o balão sobre a mesma. O zagueiro rebate e em poucos segundos estamos com os caras batendo à nossa porta pra bater nossa carteira.

O que será que passa pela caixola desse rapaz? São anos fazendo a mesma coisa com pouco resultado prático. Do outro lado, mudam os laterais, mas a jogada é a mesma. Não queria dizer essa sandice, mas chego a sentir uma ponta de saudades do Juan.

Mas não se preocupem isso passa logo. Pelo menos tem passado.

Os zagueiros voltaram a bater cabeça deixando a roubada toda para o Felipe. Tudo bem que ele está lá para isso, mas não é infalível e tem levado gols a cada jogo,

Após cada apresentação deste nível eu fico me perguntando o que essa rapaziada fica fazendo no Ninho do Urubu todos os dias.

Não consigo entender.

O 1 x 0, proveniente de uma pretensa intervenção de nossa zaga, no primeiro tempo foi pouco.

No segundo tempo, voltamos menos ruins e até perdemos uns golzinhos em jogadas de troca de passes, mas o que deveria ser uma constante não foi. Logo depois voltamos ao normal. Reiniciamos nosso cartel de jogadas: bicudas na direção pra onde a narigueta apontava e cruzamentos alçados sobre a área do inimigo.

Então, em um contra-ataque provocado por um lateral mal batido, tomamos o segundo gol. O segundo de um cara que nunca havia jogado na primeira divisão.

Pode isso Arnaldo?

O Flamengo é mestre em quebrar esses tabus. Quando o locutor começa a fala:

“O Zézinho nunca ...”

Fudeu! Já sei que vem merda. E hoje foram duas!

Canelada fez o seu primeiro em impedimento que o árbitro anotou invalidando o tento.

E foi num cruzamento, numa batida de falta, sofrida por Ernane, que Marcelo Moreno fez seu primeiro no Mengão e saiu orgulhoso, batendo no peito.

Dois minutos depois, aos 35 minutos, Renato Canelada, confirmando a tese de sua eficiência, fez seu segundo gol, desta vez sem impedimento, e ao comemorar, experiente que é, tirou a camisa para levar um cartão amarelo desnecessário; juntando-se ao Leo Morto que já havia levado o dele por reclamação.

Os dois jogadores ditos mais experientes do elenco dando exemplo.

E assim acabou a pelada.

Na saída de campo Renato falou algumas besteiras e foi pro chuveiro.

Quarta feira, vamos enfrentar o poderoso Naútico.

Saudações.